O Deus que criou os céus e a terra, criou a família, esta é projeto Seu. Nada deve destruir este projeto. A família que se une a Deus pode ser abalada, mas não será destruída. A família também é um jardim o qual é para ser cultivado por um cabeça (esposo) e sua auxiliadora idônea (esposa). Ambos devem andar em comunhão e cooperando-se coordenadamente.
Numa família cristã, quando um dos cônjuges resolve desequilibrar-se, isto é, sair da presença de Deus, desencadeiam-se os problemas. Deus deve ser primazia na vida da família. Ele deve ser o grande tesouro no qual, principalmente, esposo e esposa devem colocar seu coração.
Quando os cônjuges impossibilitam a presença de Jesus, o verdadeiro Deus e vida eterna (1 João 5:20) em seus corações, ficam propensos a cair. Dois grandes abismos se manifestam: a dependência de si mesmos, dos seus próprios frágeis poderes e a propensão aos domínios do mundo. No primeiro caso, passam a criar estratégias de controle familiar, esposo controlar a esposa e vice versa; rigor ou afrouxamento de regras sobre os filhos, esforços para conservação da moral e da ética. No segundo caso, ficam a mercê das artimanhas do mundo: prazeres, a luta excessiva pela sobrevivência, dinheiro, as necessidades de preencher vazios interiores através do vício, do adultério, por exemplo. Enfim, ao distanciar-se de Jesus, a família desvanece, pois passa a escavar “tesouros” em terrenos vulneráveis: no próprio ego e no mundo.
Quantos casais, põem o coração nos “tesouros” da terra em que “a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam”! (Mt. 6: 19). Muitos lares foram abalados porque um dos cônjuges direcionou o olhar para tais tesouros: os que brotam do próprio ego e os ofertados pelo mundo. Ambos podem incluir os “pacotes”: adultério, prostituição, ambição, egoísmo, mentira, vício e tantos outros falsos tesouros e, ao mesmo tempo, ladrões que roubam dignidade e traças e ferrugem que destroem a obra-prima de Deus: o homem.
Os tesouros de nós são os mais “encantadores e sedutores” para nós mesmos: as nossas opiniões, vontades, imposições, sentimentos que nos tornam senhores de nosso próprio ser - tesouros que conservamos intactos em nós, mas causadores de danos, muitas vezes, irreparáveis como, por exemplo, o distanciamento entre os casais e evasão dos filhos. Quantas tragédias ocorrem em famílias, quantas frustrações persistem porque o tesouro valorizado foi é ego (egoísmo, egocentrismo e etc.)
O que deve ser o tesouro de um casal e onde deverá estar este tesouro? Estará nas coisas do alto ou nas coisas da terra? Devemos pensar nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra. (Cl. 3:2) Devemos voltar o coração para os tesouros do céu. ”...ajuntai para vós outros tesouros no céu onde a traça nem ferrugem corroi , e onde ladrões não escavam, nem roubam...” (Mt 6:20). Para alcançar e juntar esses tesouros há um caminho chamado Jesus. Este nos orienta: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.”(Mt 16:24). Seguir o Senhor é estar disposto a servi-Lo e, para tal, é necessário que o casal deixe de ser senhor de si mesmo para poder cultivar e guardar o jardim de Deus, a saber a família (representação da igreja, o seu corpo), pois “... se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente.” ( 1 Tim. 5:8).
É necessário que a família, encabeçada pelo esposo, em comunhão com a sua auxiliadora idônea volte o coração para os tesouros do céu, que priorize a vontade de Deus que é servi-Lo. Esta é uma determinação para todos, mas, especialmente, para os casais. Servindo ao Senhor, os tesouros, as bênçãos serão alcançadas.
O casal precisa de fé para seguir a Jesus, pois sem fé é impossível agradá-Lo (Hebreus 11:6). Ele é o tesouro precioso, disponível a preencher todos os vasos. E os casais são vasos que precisam lançar-se nas mãos do Oleiro. É somente por meio da fé que o casal reconhece a sua incapacidade e se percebe dependente de Deus tendendo o coração aos tesouros do céu.
Referências:
A Bíblia Sagrada
Dong Yu Lan - A Vida Conjugal – Coleção: Nutrição e Amor, Ed. Árvore da Vida,
São Paulo, 2008.